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Menino levado não tem pra ninguém!
Você é um menino, daqueles que brincam com o coração alheio, entram sem pedir licença e depois saem correndo. Apertam a campainha da sua casa e quando vai ver, o menino sumiu. É muito feio apertar a campainha dos outros e sair correndo, Menino! Depois, a Senhoura fica esperando sua visita, seu bem. E era só um moleque levado na porta de sua casa brincando com o seu coração. Não vale um vintém esse tipo de menino. Mas quando entrega a encomenda daquela Senhoura, menino de ouro este que vem!
Escrito por Clareador Cerebral às 20h03
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Minha veia cômica é a tua desgraça
É tão engraçado hoje faço piada com a tua desgraça, contida, enclausurada nos segredos de você É tão engraçada a falta de vergonha na cara de mulheres sem rosto como a Tua. Tu, cego em teus medos Enganado, rasgado. nu sob olhos alheios E quando descobrires (a farsa D´Ela) vou deixar-te chorar só. Porque Ela, expôs-te ao ridículo Sem dó de ti.
Escrito por Clareador Cerebral às 12h27
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Desde
Desde que te deixei Aprendi a fazer mingau Li Brecht Pulei de pára-quedas Fiz um filme Compus uma músca Amei outrem Pintei o cabelo Comi ostras frescas Conheci pessoas Sonhei. Desde que te deixei Me tornei suja Egoísta Pulei banhos durante a semana Não fiz depilação Machuquei corações Cantei Chorei E não sorri nunca mais. Desde que te deixei Me larguei E não sou mais eu Sou alguém que não sabe mais amar Ensina-me a amar novamente Ensina-me a olhar como gente Ensina-me a deixar de ser um forte E com sorte Ter você de novo nos meus braços
Escrito por Clareador Cerebral às 14h08
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Deus é bão, num podemo negar.
Ói, e num é mesmo que essa geladeira tá baratim agora? Desde que mudei aqui presses cantos, já mandei geladeira, fogão, dei até as prestação pro meu marido pagar, pruque tem coisa da minha sogra aí nessas cunfusera toda. Ói, quando eu mudei, não tinha casa, não tinha nada. Ficava num cômudo lá na casa de Dona Tereza, amiga de minha mãe, pra mó de ter lugar pra dormir depois da faxina. Hoje sou registrada. A Dona. Célia paga até minhas condução e tenho até bilete único pra economizar. Ela já me deu cesta básica pra levar pros meus menino e tudo. Arrumô até um emprego novo pro Zé pra ele num te que tomar treis condução pra ir pra fábrica mais. Fiquei tão feliz, que ele é porteiro agora lá da firma do namorado da Dona Célia. Num entendo muito bem como (véia) tem namorado ultimamente, mas esse moço ajudou muito o Zé quando nóis precisamo. A Dona Célia falou pra eu não comprar essa geladeira, que esse negócio aí do imposto não sei o que é balela, mas minha mãe ta precisada tanto de uma geladeira nova coitada, e a minha sogra acabou de ganhar a televisão. Vô desce do trem e vô consultar meus crédito, pra vê se posso continuar com otra prestação. Nossa Senhora, mesmo quando a vida é tão dura, vejo que Deus ilumino meu caminho quando resorvi vim pra Sumpaulo. Oshi, craru que eu moro na casa porpria agora. Terminei de pagar meu barraco tem dois meis. Meu nome homi? Maria Severina dos Santos Oliveira.
[Inspirado neste texto aqui!]
Escrito por Clareador Cerebral às 14h57
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Aquele Namorado
Teve um dia que chorei muito Pensando em todos os dias que passamos juntos Você usava a calça escura presente d´outra época Eu estava de vestido florido E passeávamos de mãos dadas Como dois namorados. Mas eu voltei atrás Procurei E não achei mais as flores do meu vestido E achei suas calças perdidas nas gavetas de baixo Quando vou te encontrar de novo? Quando vou me encontrar de novo? Minha meninice me mostrou Que não dá para parar o tempo Um dia que chegou E me deixou Nas mãos de Deus [acho que essa vai virar uma música]
Escrito por Clareador Cerebral às 14h41
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Toda troca é um parto Toda felicidade é um pacto Toda parceria é afeto Todo sonho é concreto Se sonhado em um todo. Você tem a trilha sonora da minha vida Tem todas as minhas histórias Tem o meu futuro em suas mãos. Mas vou negar, sempre Não tenho mais você Tudo bem.... Uma outra coisa... Sua amizade me conforta muito mais que nossas histórias. Obrigada!
Escrito por Clareador Cerebral às 03h53
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Eu já fugi de casa, eu fugi de mim mesma, eu fugi do meu futuro, eu fugi do meu passado, eu fugi de tantas coisas, só não consigo fugir de você. Eu corro todos os dias para casa, sofro os mesmos dilemas, sonho sempre a mesma coisa, como o mesmo bolo e sinto a sua falta. No meu corpo, no meu colchão, nas minhas roupas, no meu chuveiro, na minha vida. Você faz falta e não vai voltar. Eu fugi e não posso mais voltar. Mas você ainda é meu e dói saber que ainda sou tua. Masoquismo moderno.
Escrito por Clareador Cerebral às 14h20
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Sairam, beberam, riram. Doce segredo de velhas amizades. Uma pista de dança escura. Uma, duas, três doses de vodkas. Mais uma cerveja. Sorrisos, lembranças, abraços entre elas. Sabiam que aquilo não fazia mais parte de suas vidas, mas simplesmente sugaram toda a energia saída daquelas caixas de som altas. Beatles, Joy Division, The Cure, The Smiths, Franz Ferdinand, The Strokes, Roberto Carlos: Trilhas sonoras ou lembranças tão tatuadas quanto os desenhos em suas peles. Velhos conhecidos de um tempo distante, mas tão intensos em seus pensamentos. As meninas, novas mulheres, cresceram com o tempo de suas histórias. Uma Vila Madalena perdida nas histórias de suas vidas. Sozinhas, num templo sagrado de vivências únicas, e que com o amadurecimento, o templo torna-se apenas um lugar seguro para se divertir. Despediram-se dos amigos. Cada uma pensou em uma coisa diferente, seus sonhos ainda poderiam acontecer, pois não se tem 20 e poucos anos para sempre, porém, estes são tempos mágicos para mulheres frágeis escondidas em cascos amadurecidos com maquiagem pesada.
Escrito por Clareador Cerebral às 15h02
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Ok, eu assumo: Abandonei o Clareador Cerebral! Mas a vontade de escrever nunca fugiu e ainda faço questão de bater nesta tecla. Sempre tive dúvidas sobre minha vocação e estive sempre dividida entre ser atriz ou escritora. Hoje, meu “estar” na política não permite muitas escolhas, porém, o fazer artístico me é. E faço minhas as palavras do mestre Domingos de Oliveira hoje, durante sua palestra: A vida não explica a arte, é a arte que sempre explica a vida. Não pensei que respirar palavras de novos e “velhos” escritores, numa pequena cidade histórica, fosse reascender tantas dúvidas em mim e a chama das histórias me queima de uma forma sublime. Eu sei escrever. Desculpe-me a modéstia, mas eu sei escrever. Senti falta de você, doce criatividade! E aos leitores de plantão, aguardem... Também não entendo porque as pessoas lêem este espaço eletrônico e me questionam depois. Caso alguém tenha algo para me questionar, questione aqui, nos comentários abaixo. Sempre gostei de escrever histórias sob um ponto de vista masculino e tornar vivências alheias em personagens do Clareador. Não deixarei minha vocação de lado e continuarei a vomitar palavras sempre. Se não gostou, mude de website, vá ler notícias sobre a morte de alguém lá longe. Hoje, não tenho medo que minhas palavras virem-se contra mim. Aliás, acho que nunca tive. Obrigada, Mesmo... Mariana Perin
Escrito por Clareador Cerebral às 19h55
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Desculpe-me Sr. Drama
Infelizmente, Nunca soube atuar com quem amo. Nunca soube mentir fora dos palcos. Deve ser por isso que sinto tanta falta da caixa escura, das palavras altas e bem ouvidas da farsa sempre cumprida. e dos cúmplices atores que vivem uma nova vida ao meu lado. Infelizmente, Você carregará o fardo de que não menti Ou fingi sofrer uma insuportável dor De amar-me mais que a ti. Vá com Deus, Mas me desculpe, Nunca atuei fora dos palcos.
Escrito por Clareador Cerebral às 10h30
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Não preciso mais mentir sobre saudade, já que sonhei com a última vez que fizemos amor e você me pediu para não voltar mais. Sorrimos, mas em tom de despedida, sabia que não nos veríamos. Depois daquela ligação cretina, creio eu que tenha recebido uma praga ou uma peste para que eu realmente não encontrasse mais ninguém. Mas somos do mesmo material, por mais que negue. E tentei me afastar dos pensamentos sombrios, que só me machucariam, mas nunca conseguirei ao menos perguntar de ti. Ainda me odeias como seu pior inimigo, coisa que uma menina pura nunca seria capaz. Levanto meu escudo e não tenho mais um exército em campo. Preciso renascer.
Escrito por Clareador Cerebral às 10h22
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Tomavam banho e suspiravam pelo amor. Ela, enquanto ensaboava as costas de seu amado, sonhava em entender como Deus cria seus homens com perfeição. Cada mancha, cada pinta, cada sarda e cada gota d´água inspiravam seus pensamentos. Saíram do box. Ele pediu uma toalha. Ela, parada, ainda não conseguia distinguir a realidade de um sonho. Deitou molhada na cama. Pensou que teria de lavar aqueles lençóis em minutos, coisa de moça que mora sozinha. Mesmo deitada e molhada, ele chegou e abraçou aquela frágil menina. “Não sou como essas que garotas que você se acostumou a lidar. Sou uma mulher. Mas sua menina”. A moça estava rendida naquele momento e não podia mais suspirar pelo amor. Tinha medo, já fora tantas vezes machucada e magoada que seu coração pedia paz. Os braços quentes pediam aquele corpo fragilizado. Amaram-se. Ela, depois, como um ritual, lavou as roupas de cama, as toalhas. Forrou a cama. Conversaram e ele partiu. Um vazio invadiu aquela sala, assim como os raios daquela tarde ensolarada de verão. Teve medo, mas sorriu. A menina dos cabelos de mel queria somente sentir-se viva sempre.
Escrito por Clareador Cerebral às 17h06
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Olha, Tô querendo paz agora. Pensando em filhos, família e todo aquele recomeço Coisa boa, primeira faixa do novo disco. Ainda vejo uma casa no campo e crianças na praia Num dia de verão. Olha, Passou da hora de dizer Adeus, Por isso se vá. Encontre alguém bom, que te faça feliz, Que pinte o nariz de vermelho só para te fazer sorrir. Porque estou legal. Vejo aquela menina em mim, com um brilho sem fim. Desculpe dizer isso Enfim... Olha, Se eu puder, Estarei sempre ao seu lado Um fiel escudeiro Quem amou muito um dia e quer ser amigo Mas tenho outro bem! [Enquanto o clareador não migra para outro endereço eletrônico, postei algo por aqui.]
Escrito por Clareador Cerebral às 13h00
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Você se libertou. Fazer o que?
Entendo... desejo boa sorte.
Mas não imaginava uma dor tão forte.
De todas as minhas viagens, quando ia daqui ao Rio,
Com sorrisos mil, cheio de samba sem nada que gostasse.
Quando Vinícius chegou, tu não entendeu.
Mas de que valeu a solidão?
Vá lá. Pode ir.
Mas eu não vou fugir. Pra que?
Meu abrigo é você, enquanto opto pela chuva
Sinceramente, meu saber não existe.
E vá lá. Porque eu vou fugir sim. Maior prova de sabedoria
Nas horas em que sofro, não quero a noite.
Quero a praia.
E só elas, e não você – ninguém!
Escrito por Clareador Cerebral às 00h09
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Eu não tenho saudade do que fui. Acho que já sinto saudade do que posso me tornar. É um misto de mulher, com medo do que está por vir, mas a pitada de menina me torna frágil e vulnerável. Não agüento mais ser forte. Fui criada para liderar um batalhão, mas perco tantas guerras e estou me perdendo dentro de mim. Não consigo me relacionar, ainda estou presa em amores e não me permito viver novas historias. A mulher moderna trepa mas não ama - Eu não faço nenhuma das duas coisas. Uma mulher ultrapassa a noção de certo e errado e sempre mergulha em baixarias intermináveis consigo. Eu nunca pensei que crescer doesse tanto. Luto contra a solidão, mas hoje, com meus vinte e poucos anos, sozinha no meu apartamento, vejo no escuro da noite uma luz. Ainda tenho tanto pela frente, mas olhar para trás simplesmente me é e não quero mais. Isso não é vida, mas ainda acredito em você. Ainda acredito em nós dois.
Escrito por Clareador Cerebral às 14h32
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