Clareador Cerebral


Uma música que nunca consegui compor.

 

Você não é mais uma história.

 

Você pode ser um conto, sem desconto,

 

que me é!

 

Você pode ser poesia, ou pode ser só mais uma melodia,

 

mas é o que me faz sorrir, em dias cinzas em tom de sol, ou lá, ou ré!

 

Ou acolá,

 

ou naquele lugar só nosso,

 

de onde não quero mais sair.

 

E não quero tirá-lo mais de mim nunca mais.

 

Onde sorrisos nascem e a felicidade plena tem um único destino:

 

Algo meio de nós dois, tão clichê, tão único, tão original.



 Escrito por Clareador Cerebral às 13h07
[   ]




Mas é Carnaval!

Colombina com quê de menina

Nasceu pra Arlequim

Cai na estrada, cheia de graça

Sem ao menos gostar de tamborim

Se batuque não cansa, mas os males espanta

Que tal essa cultura de botequim?

Quem quer, se balança

Por que alegria pode não ter fim, sim!



 Escrito por Clareador Cerebral às 19h54
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sorry babe...

Eu vou pedir tudo de volta. Meus discos, livros, minha estante presente da mamãe. Meus quadros, meus sonhos, meus discos de vinil. Vou levar minha panela de pressão, deixo o fogão, pois ele já estava com você. Vou pedir também um cheque calção pro meu coração caso você me machuque novamente, pelo menos terei direito a um vestido novo e um corte de cabelo que faça com que me sinta bela. Mas te dou seus brinquedos, típicos de você. Deixo também seus sonhos em um papel bonito, amarrados com uma fita de cetim. Quero minha geladeira, quero os óculos de James Dean que você nem ao menos cuidou como seu e deixou qualquer uma usá-los. De tudo isso, quero jogar-te no lixo para que nenhum sentimento retorne, porque depois do seu último erro, estou um caco. E hoje entendo sua postura e porque não sirvo para você. Sou mulher e você não quer isso, você quer alguém que possa compartilhar com você seus sonhos de menino. Sorry babe, boa sorte!



 Escrito por Clareador Cerebral às 20h07
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Menino levado não tem pra ninguém!

Você é um menino,

daqueles que brincam com o coração alheio,

entram sem pedir licença e depois saem correndo.

Apertam a campainha da sua casa e quando vai ver,

o menino sumiu.

 

É muito feio apertar a campainha dos outros e sair correndo, Menino!

Depois, a Senhoura fica esperando sua visita, seu bem.

E era só um moleque levado na porta de sua casa brincando com o seu coração.

 

Não vale um vintém esse tipo de menino.

Mas quando entrega a encomenda daquela Senhoura,

menino de ouro este que vem!



 Escrito por Clareador Cerebral às 20h03
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Minha veia cômica é a tua desgraça

É tão engraçado

hoje faço piada

com a tua desgraça,

contida, enclausurada

nos segredos de você

 

É tão engraçada

a falta de vergonha na cara

de mulheres sem rosto

como a Tua.

 

Tu, cego em teus medos

Enganado, rasgado.

nu sob olhos alheios

E quando descobrires

(a farsa D´Ela)

vou deixar-te chorar só.

Porque Ela,

expôs-te ao ridículo

Sem dó de ti.



 Escrito por Clareador Cerebral às 12h27
[   ]




Desde

Desde que te deixei

Aprendi a fazer mingau

Li Brecht

Pulei de pára-quedas

Fiz um filme

Compus uma músca

Amei outrem

Pintei o cabelo

Comi ostras frescas

Conheci pessoas

Sonhei.

 

Desde que te deixei

Me tornei suja

Egoísta

Pulei banhos durante a semana

Não fiz depilação

Machuquei corações

Cantei

Chorei

E não sorri nunca mais.

 

Desde que te deixei

Me larguei

E não sou mais eu

Sou alguém que não sabe mais amar

 

Ensina-me a amar novamente

Ensina-me a olhar como gente

Ensina-me a deixar de ser um forte

E com sorte

Ter você de novo nos meus braços



 Escrito por Clareador Cerebral às 14h08
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Deus é bão, num podemo negar.

Ói, e num é mesmo que essa geladeira tá baratim agora? Desde que mudei aqui presses cantos, já mandei geladeira, fogão, dei até as prestação pro meu marido pagar, pruque tem coisa da minha sogra aí nessas cunfusera toda. Ói, quando eu mudei, não tinha casa, não tinha nada. Ficava num cômudo lá na casa de Dona Tereza, amiga de minha mãe, pra mó de ter lugar pra dormir depois da faxina. Hoje sou registrada. A Dona. Célia paga até minhas condução e tenho até bilete único pra economizar. Ela já me deu cesta básica pra levar pros meus menino e tudo. Arrumô até um emprego novo pro Zé pra ele num te que tomar treis condução pra ir pra fábrica mais. Fiquei tão feliz, que ele é porteiro agora lá da firma do namorado da Dona Célia. Num entendo muito bem como (véia) tem namorado ultimamente, mas esse moço ajudou muito o Zé quando nóis precisamo. A Dona Célia falou pra eu não comprar essa geladeira, que esse negócio aí do imposto não sei o que é balela, mas minha mãe ta precisada tanto de uma geladeira nova coitada, e a minha sogra acabou de ganhar a televisão. Vô desce do trem e vô consultar meus crédito, pra vê se posso continuar com otra prestação. Nossa Senhora, mesmo quando a vida é tão dura, vejo que Deus ilumino meu caminho quando resorvi vim pra Sumpaulo. Oshi, craru que eu moro na casa porpria agora. Terminei de pagar meu barraco tem dois meis. Meu nome homi? Maria Severina dos Santos Oliveira.   

 

 

[Inspirado neste texto aqui!]



 Escrito por Clareador Cerebral às 14h57
[   ]




Aquele Namorado

Teve um dia que chorei muito

Pensando em todos os dias que passamos juntos

Você usava a calça escura presente d´outra época

Eu estava de vestido florido

E passeávamos de mãos dadas

Como dois namorados.

Mas eu voltei atrás

Procurei

E não achei mais as flores do meu vestido

E achei suas calças perdidas nas gavetas de baixo

Quando vou te encontrar de novo?

Quando vou me encontrar de novo?

Minha meninice me mostrou

Que não dá para parar o tempo

Um dia que chegou

E me deixou

Nas mãos de Deus

 

 

 

[acho que essa vai virar uma música]



 Escrito por Clareador Cerebral às 14h41
[   ]




Toda troca é um parto

Toda felicidade é um pacto

Toda parceria é afeto

Todo sonho é concreto

Se sonhado em um todo.

 

Você tem a trilha sonora da minha vida

Tem todas as minhas histórias

Tem o meu futuro em suas mãos.

 

Mas vou negar, sempre

Não tenho mais você

Tudo bem....

 

 

 

 

 

 

 

Uma outra coisa...

 

Sua amizade me conforta muito mais que nossas histórias. Obrigada!



 Escrito por Clareador Cerebral às 03h53
[   ]




Eu já fugi de casa,

eu fugi de mim mesma,

eu fugi do meu futuro,

eu fugi do meu passado,

eu fugi de tantas coisas,

só não consigo fugir de você.

 

Eu corro todos os dias para casa,

sofro os mesmos dilemas,

sonho sempre a mesma coisa,

como o mesmo bolo e sinto a sua falta.

 

No meu corpo,

no meu colchão,

nas minhas roupas,

no meu chuveiro,

na minha vida.

 

Você faz falta e não vai voltar.

Eu fugi e não posso mais voltar.

Mas você ainda é meu e dói saber que ainda sou tua.

Masoquismo moderno.



 Escrito por Clareador Cerebral às 14h20
[   ]




Sairam, beberam, riram. Doce segredo de velhas amizades. Uma pista de dança escura. Uma, duas, três doses de vodkas. Mais uma cerveja. Sorrisos, lembranças, abraços entre elas. Sabiam que aquilo não fazia mais parte de suas vidas, mas simplesmente sugaram toda a energia saída daquelas caixas de som altas. Beatles, Joy Division, The Cure, The Smiths, Franz Ferdinand, The Strokes, Roberto Carlos: Trilhas sonoras ou lembranças tão tatuadas quanto os desenhos em suas peles. Velhos conhecidos de um tempo distante, mas tão intensos em seus pensamentos. As meninas, novas mulheres, cresceram com o tempo de suas histórias. Uma Vila Madalena perdida nas histórias de suas vidas. Sozinhas, num templo sagrado de vivências únicas, e que com o amadurecimento, o templo torna-se apenas um lugar seguro para se divertir. Despediram-se dos amigos. Cada uma pensou em uma coisa diferente, seus sonhos ainda poderiam acontecer, pois não se tem 20 e poucos anos para sempre, porém, estes são tempos mágicos para mulheres frágeis escondidas em cascos amadurecidos com maquiagem pesada.



 Escrito por Clareador Cerebral às 15h02
[   ]




Ok, eu assumo: Abandonei o Clareador Cerebral! Mas a vontade de escrever nunca fugiu e ainda faço questão de bater nesta tecla. Sempre tive dúvidas sobre minha vocação e estive sempre dividida entre ser atriz ou escritora. Hoje, meu “estar” na política não permite muitas escolhas, porém, o fazer artístico me é. E faço minhas as palavras do mestre Domingos de Oliveira hoje, durante sua palestra: A vida não explica a arte, é a arte que sempre explica a vida. Não pensei que respirar palavras de novos e “velhos” escritores, numa pequena cidade histórica, fosse reascender tantas dúvidas em mim e a chama das histórias me queima de uma forma sublime. Eu sei escrever. Desculpe-me a modéstia, mas eu sei escrever. Senti falta de você, doce criatividade! E aos leitores de plantão, aguardem...

Também não entendo porque as pessoas lêem este espaço eletrônico e me questionam depois. Caso alguém tenha algo para me questionar, questione aqui, nos comentários abaixo. Sempre gostei de escrever histórias sob um ponto de vista masculino e tornar vivências alheias em personagens do Clareador. Não deixarei minha vocação de lado e continuarei a vomitar palavras sempre. Se não gostou, mude de website, vá ler notícias sobre a morte de alguém lá longe. Hoje, não tenho medo que minhas palavras virem-se contra mim. Aliás, acho que nunca tive.

Obrigada,

Mesmo...

Mariana Perin



 Escrito por Clareador Cerebral às 19h55
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Desculpe-me Sr. Drama

Infelizmente,

Nunca soube atuar com quem amo.

Nunca soube mentir fora dos palcos.

Deve ser por isso que sinto tanta falta da caixa escura,

das palavras altas e bem ouvidas

da farsa sempre cumprida.

e dos cúmplices atores que vivem uma nova vida ao meu lado.

Infelizmente,

Você carregará o fardo de que não menti

Ou fingi sofrer uma insuportável dor

De amar-me mais que a ti.

Vá com Deus,

Mas me desculpe,

Nunca atuei fora dos palcos.



 Escrito por Clareador Cerebral às 10h30
[   ]




Não preciso mais mentir sobre saudade, já que sonhei com a última vez que fizemos amor e você me pediu para não voltar mais. Sorrimos, mas em tom de despedida, sabia que não nos veríamos. Depois daquela ligação cretina, creio eu que tenha recebido uma praga ou uma peste para que eu realmente não encontrasse mais ninguém. Mas somos do mesmo material, por mais que negue. E tentei me afastar dos pensamentos sombrios, que só me machucariam, mas nunca conseguirei ao menos perguntar de ti. Ainda me odeias como seu pior inimigo, coisa que uma menina pura nunca seria capaz. Levanto meu escudo e não tenho mais um exército em campo. Preciso renascer.



 Escrito por Clareador Cerebral às 10h22
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Tomavam banho e suspiravam pelo amor. Ela, enquanto ensaboava as costas de seu amado, sonhava em entender como Deus cria seus homens com perfeição. Cada mancha, cada pinta, cada sarda e cada gota d´água inspiravam seus pensamentos. Saíram do box. Ele pediu uma toalha. Ela, parada, ainda não conseguia distinguir a realidade de um sonho. Deitou molhada na cama. Pensou que teria de lavar aqueles lençóis em minutos, coisa de moça que mora sozinha. Mesmo deitada e molhada, ele chegou e abraçou aquela frágil menina. “Não sou como essas que garotas que você se acostumou a lidar. Sou uma mulher. Mas sua menina”.

A moça estava rendida naquele momento e não podia mais suspirar pelo amor. Tinha medo, já fora tantas vezes machucada e magoada que seu coração pedia paz.

Os braços quentes pediam aquele corpo fragilizado. Amaram-se.

Ela, depois, como um ritual, lavou as roupas de cama, as toalhas. Forrou a cama. Conversaram e ele partiu. Um vazio invadiu aquela sala, assim como os raios daquela tarde ensolarada de verão. Teve medo, mas sorriu. A menina dos cabelos de mel queria somente sentir-se viva sempre.



 Escrito por Clareador Cerebral às 17h06
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