Clareador Cerebral


Texto ainda para uma amiga que precisa - calma, por favor!

Sim, é verdade. Eu perdi. Perdi minha inocência, minhas verdades, meu amor e minha esperança. Perdi tudo e agora só me resta esperar. Quem sabe tudo volta a ser como era antes e eu ainda minta para mim mesma que ele me ama.

Por que ele não me amou como devia? Por que eu fui apenas aquilo? Não! Eu vi, eu senti, e por que não era verdade?

Eu não consigo entender. Quando me lembro do seu rosto enquanto dormia, é impossível acreditar que não era verdade; um sorriso de bom dia, junto com um café da manhã de beijos e sussurros era como um ritual.

Tenho saudades do seu beijo doce, seu carinho autêntico, sua boca quente que me fazia ir para Marte! Sua malandragem ingênua, o brilho no olhar a cada vez que encontrava o meu.

Quando era pai, amigo ou amante. Quando brigava comigo por ser assim... assim mesmo, tola como ainda sou. Por ser assim, e assado, e frito... Sabores que o fizeram me deixar.

Daquela dorzinha da insegurança, daquele ciúme quando falava do passado. A saudade maior é do medo que ele tinha de me amar, e de perceber que o amor nunca foi e nunca vai ser perfeito, e muito menos do jeito que ele quer!

O que aconteceu naquela noite só eu e ele sabemos. Nada foi fantasia. Tive certeza que éramos iguais; mas a imagem nunca toca quem a faz. Se for mesmo um reflexo de um espelho, não poderíamos ficar juntos. Tentei, juro que tentei, mas ao tentar agarrar a mim mesma, percebi que havia quebrado o espelho. Sete anos de azar. As almas gêmeas por natureza não podem ficar juntas – é lei Divina. Uma base sempre será uma base a não ser que ela se junte com um ácido.

 

Escrevi esse texto em janeiro de 2002. Tinha sofrido uma grande desilusão. Esses momentos nos inspiram e deixam o nosso lado artístico masoquista aguçado. Ele é velho, mas ainda é muito transparente. Estou do seu lado! Nathy, minha querida pétala, vai doer, mas passa - você sabe, você pode e você é!

 

Opa, quem quiser saber meu paradeiro de fim de semana, é só rolar a tela abaixo. Meninas, sem tcc esse fds... LAVOURO... muito lavouro.



 Escrito por Mariana Perin às 23h36
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Homem que me inspira

"Mulheres existem para serem amadas, não para serem entendidas"

Vinícius de Morais

Relmente é melhor ser alegre que ser triste, e ele realmente me inspira.



 Escrito por Mariana Perin às 13h35
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Versão Mariana

Uma noite estranha           A primeira da dupla e do relacionamento, a primeira poesia.

Nem frio, nem calor

Aconchegante.

Angústia, medo

Companheirismo e amizade.

Proteção

Carência... O que foi aquilo?

Foi ou não foi?

Foi nada?

Não. Nada não foi.

Foi apenas uma noite estranha

Dois amigos perdidos numa noite estranha

Ele, Ela, Eles.

Eles nos pensamentos e Ele e Ela ali

Numa noite estranha.

Aquela noite foi apenas uma noite estranha

Se os abraços valeram

Se o carinho valeu

Se alguma coisa valeu

Apenas valeu

Aquela penumbra poética somente vai ficar na memória

Ele e Ela eternizados pelo amanhecer

Enquanto duas mão se encontravam

Duas peles se tocavam

Aquela foi apenas uma noite estranha.

Julho de 2002.



 Escrito por Mariana Perin às 23h59
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Versão Fubah

Uma noite estranha

Aquela noite chegou acompanhada do vento
Tão gelado que o tempo naquele momento
Pedia muito mais que um simples cobertor

Ele queria um pouco de calor e arrepio
Que não vem com o verão e nem com o frio
Mas durante a primavera em forma de flor

Existia no ar uma sensação de necessidade
De conforto escondido dentro da saudade
Que ninguém quis segurar naquele momento

E deixando ela seguir o seu próprio rumo
Esqueceu o passado e sem pensar no futuro
Viveu o instante sem o menor ressentimento

Então o frio foi embora levado pelo vento
E fez deixar para trás todo o sentimento
No novo dia de céu azul que estava nascendo

Julho 2002.

Ainda tenho esse momento vivo em minha mente. Nossa noite estranha. Nossa noite cinematográfica. Lá, começava uma história de inúmeras peças e roteiros.



 Escrito por Mariana Perin às 23h56
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"Meu pai, minha mãe, meus amores mais puros".

Essa frase aí de cima é da minha mãe, que a Alzira Espíndola fez uma música dela. Que aliás eu chorei quando ouvi.

Hoje sinto uma necessidade de falar da minha família. Sei que não pareço ser uma pessoa tão ligada aos meus pais assim, mas sou muito carente e dependo muito deles para a minha formação pessoal e intelectual. Ao meu pai devo as músicas da minha infância - Mais que isso, foi assistir Cazuza e lembrar o tempo todo do meu pai cantando suas músicas. Sim, meu pai foi responsável pelo Blues de boêmio e por muitos outros rocks clássicos perdidos pela minha vida.

Mas hoje estou aqui para falar da minha mãe. Minha heroína está envelhecendo (ainda belíssima, deixa-me no chinelo, assim como minha irmã - somos duas jovens belas que nasceram de seu ventre, porem ela ainda é imbatível). Ontem, cheguei do trampo na madrugas (aliás, hoje né?) e ela estava sentada no mesmo lugar que estou, olhando para o computador e fazendo política. Começamos a conversar sobre poesia, ela me indicou alguns livros pro meu TCC, falamos sobre Itamar Assumpção, teatro, secretaria de cultura de São Bernardo do Campo, amores, coração, namorados, passado... e a madrugada foi se prolongando como uma leve lycra que se estica... um tecido forte! Minha mãe é forte. Certa vez essa imagem caiu... mas aos poucos volta. Hoje converso como uma mulher com ela.

Hoje acordei me questionando se não saio de casa por carência ou grana. Chego na conclusão, assim como sempre que é grana. Ela paga minha faculdade caríssima, e se saísse de casa, não pagaria mais. Mas com quem conversaria sobre essas coisas? Ela é, sem dúvida, a artista, poeta e por opção advogada mais "fodida" (no bom sentido) que conheço. Uma vez, ela me disse que sementes boas sempre darão boas plantas se bem cuidadas. Era impossível nascer filhas ruins. Eu e a Ana (minha irmã) somos viciadas em política e PV. A Ana é uma puta advogada, apesar de sua aversão as artes em geral. E eu sou essa Marizinha que conhecem - Uma menina metida por natureza, pois adora ler e peitar o mundo, ama teatro, ama intensamente e modestia a parte, escreve bem.

Na poesia, ainda estou longe de chegar perto dos grandes, mas engano bem, como diria o Fubah sobre ele. Meu querido amor, saiba que hoje pego emprestado suas palavras, pois quem engana bem sou eu! (risos)

Mumis, te amo. Você e o Papai são minhas pérolas, meus amores mais puros.



 Escrito por Mariana Perin às 12h52
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Roteiro de fim de semana

Enquanto guardo a minha inspiração para escrever em outra hora, leio umas coisinhas da Margarite Duras por aqui - eita mulher porreta pra escrever!

Trabalhar no fim de semana é igual a ter o fim de semana todo programado e previsível!

- Sexta regada de AMP, fotos, visitas a Tati e Shrek.

- Sábado com lavouro a tarde e Graforréia Xilarmônica a noite.

- Domingo é dia de namorar na minha sala nova de TV (olha que chique) e lavouro a noite!

 

Estou respirando meu TCC. Questionamento óbvio: Será que só sentir faz sentido?



 Escrito por Mariana Perin às 01h09
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Na manhã

Sempre haverá a duvida da verdade

De como sou ao amanhecer

Que vida levo, que amigos tenho

De como é o cheiro do meu travesseiro

Você nunca vai saber o que toca no rádio do meu carro

Nem como sou na cama

Você não sabe o gosto do meu café

Nem o número que eu calço

Não conhece meu cachorro

Você nunca vai saber quais livros eu tenho na minha cabeceira

Nem a minha mancha secreta de nascença

Você sabe o que eu senti

Mas o que sinto hoje, ninguém sabe

Muito menos você.

Mariana Perin

 

 Minha querida Pétala, a dor da perda é simples mas profunda. Não é a primeira vez que sente isso e nem será a última. Você é uma mulher forte, agarre-se aos seus princípios fundamentais e viva. Não esqueça que as mulheres são jogadoras incansáveis. Leia um livro, tome um banho demorado, pinte as unhas de vermelho, assista um filme bobo e nunca se esqueça que você realmente é! Essa poesia é pra ti!

(Esse é um recado para uma das minhas melhores amigas. Sim, eu estou bem! Sei que muitos que aqui entram, é somente para ler entrelinhas o meu humor)



 Escrito por Mariana Perin às 11h18
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Só sentir faz sentido

Sim, esse é o nome do meu TCC, aliás, do nosso. Definiu-se o ponto de partida para um mega-mini-master projeto audiovisual da RosaChoque produções. Cinco mulheres lindas e inteligentes dirigirão um vídeo abordando o que sabemos melhor: Ouvir, cheirar, degustar, ver e pegar. Claro que escrevi de uma forma um tanto quanto “tosca”, mas resumidamente é isso.

 

Só sentir faz sentido é resultado de um sonho! É poesia, música e fotografia acopladas a uma idéia. É resultado de trabalho e sonho de se fazer arte em uma vida!

 

Mudando de assunto...

 

Tive um fim de semana regado de películas peculiares.

 

Sabadão, as 00:35 de um Cinemark bobo qualquer, assisti ao terceiro Harry Potter. Bonitinho como todos, acho que a minha filha (quem sabe um dia serei mãe) será metida igual a Harmonie. (risos)

 

Já no domingo, tive o prazer de assistir “Cazuza”. O filme é muito bom, a direção de fotografia e arte esplêndidas. Nessas horas desisto de escrever, pois é impossível depois de Cazuza (risos). Ele realmente é gênio em uma geração anos 80 alienada.

 

Aliás, sou obrigada a traçar um paralelo ao Diários de Motocicleta: Os meus inimigos estão no poder! Não era bem isso que eu queria dizer... mas é engraçado, pois essas duas figuras que tanto admiro vieram de famílias de classe média, liam iguais a loucos e tinham uma inquietude gritante. Questiono-me se eu, pobre mortal, não poderia mudar o mundo? Acho que sim

 Escrito por Mariana Perin às 01h41
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