Divagações sobre o universo feminino e suas peculiaridades
Algumas são menores que as outras. Com pés pequenos ou grandes. Cada uma tem seu cheiro, cada uma tem seu gosto, cada uma tem sua alma. Todas são sensíveis, todas amam intensamente, todas são ciumentas, todas são mulheres.
Melhor definição que essa? Acho que todas são ambiciosas, prepotentes, modestas, ambíguas, fêmeas. Todas são complicadas, subjetivas e nem um pouco subversivas. Cada uma tão igual e ao mesmo tempo tão diferente.
Quando as mulheres tinham os seus filhos, logo no começo da civilização racional, obrigavam os maridos / parceiros a irem atrás de comida para suas crias, em troca de copulação. Era uma forma de prostituição ou maternidade mesmo. O que quero dizer é que a mulher que impôs o que a sociedade é hoje. Mais de 70% da população do mundo provêm de uma família matriarcal. O Pai pode sim colocar comida na mesa, mas quem dita regra é a mãe.
A mulher contemporânea simboliza o femme, o simples, a vida! Simboliza o mundo fecundo e tão temido. Simboliza o amor e ódio provindo de tanta decepção amorosa e desilusões. Os homens são hoje o sexo frágil, dominado por mulheres, como eu, você, sua mãe ou sua tia. Dominamos o mundo e não sabemos como. Nossa administração falha causa inflação, queda das bolsas e corações. Não deveria haver esse tipo de forma governamental. O ser humano poderia viver em uma anarquia simples, sem regras emocionais ditadas por ninguém. Não haveria disputas bobas por poderes irreais, nem a mesquinha competição que temos uma com a outra.
Mulher se pinta, se veste, se ama, se mostra pra outra mulher. O macho apenas é uma conseqüência de tudo isso, não?
E mulher que sofre de amor (meu momento Brechtiano: Sim, tenho certeza que já sofri por amor, mas isso é apenas um texto ilusório! Pronto, meu distanciamento...) mente, pois nenhuma sofre de amor. Aliás, as mulheres sofrem do que convém a cada uma delas. Mulher gosta é de atenção, de palco, de luz, de brilho e de festa. Mulher gosta de carinho escondido, de bilhete, de flor roubada, de dormir sendo olhada. Mulher gosta de ser protagonista de filmes, peças e ensaios fotográficos – ser protagonista na vida do seu amor, seja ele homem, mulher, periquito ou papagaio.
Devido à razão humana, os seres humanos por padrões culturais adotaram a monogamia. Nossa razão sem sentido quer que deixemos preso nosso amante em nós, enlaçados e tatuados em nossa pele. Não aceitamos nos desprender. Todos são assim. Os mais evoluídos perdoem, mas quando a paixão bate, não há evolução que agüente ver o bem com outro alguém.
Isso dói. E tomamos posse de algo que não é nosso. Se outra pessoa o faz, criticamos e apontamos os erros, sem nos colocarmos na pele desse alguém e perceber que faríamos a mesma coisa. Todo ser humano tem um outro humano por usucapião, e sempre temos as nossas propriedades. Por experiência com as minhas próprias amigas, algumas não podem nem chegar perto da propriedade da outra. Certa vez, tive um pré-conceito por uma mulher maravilhosa, devido a um ciúme bobo que tive por uma propriedade. Quando a conheci, esse ciúme passou, e o carinho e amor que tenho por essa pessoa é muito maior que qualquer coisa já sentida pela propriedade – Uma mulher linda, de teatro e cheia de experiências de vida que nunca aquela propriedade poderia trocar comigo.
É fácil julgar, mas as mulheres se julgam, e xingam, e afirmam nunca cometer atos indignos como os da outra... Aquela que estamos criticando. Mas faríamos a mesma coisa. A fêmea não é tão evoluída assim. Os machos é que são bem resolvidos. Observem os viúvos: logo se casam novamente. Os desquitados logo voltam a namorar. Os homens gays são os ideais – sensíveis, mas simples por natureza.
O fato é que não vivemos sem disputas ou guerrinhas infantis tolas. Conosco, com o próximo e com o nosso bem. Se for essa a relação que Freud afirma que move o mundo, eu não entendo como isso é evoluir.
Aos poucos, como fêmea, mulher e humana, busco a neutralidade dos meus sentimentos. Ainda busco o meu catalizador de emoções, que pode acentuá-las ou dividi-las. Ainda estou em busca de muito dentro de mim. Amo sim, sofro sim, e daí? Mas a minha felicidade está diretamente relacionada com o meu bem estar a dois. Aos poucos, tudo se encaixa, e quando olhamos pra trás e percebemos besteiras relevantes que sentimos por outras pessoas, damos risada de tudo isso e afirmamos: Crescemos.
*Dedico esse texto as minhas queridas amigas e as mulheres do mundo. Conversamos tanto sobre isso não? Experiências de vocês aqui coloco. Histórias, fotos, retratos, vidas e homens machos, homens sutis, homens de primeira... Homens que já nos amaram ou nos fizeram sentir que somos amadas, mesmo que o sentimento tenha sido criado por nós. Dedico esse texto a todas as mulheres que já gozaram e já riram. Dedico o texto às propriedades próprias e alheias, aos fantasmas que cultivamos e aos amores das nossas vidas. Ao amor da minha vida, com quem quero envelhecer e ter uma filha, e quem sabe explicar para minha filha que é normal sentir um sentimento baixo e ruim por outra mulher, mas que ela deve se resolver. Tenho certeza que ao olhar pra trás, darei risada dessas bobagens com que me preocupo hoje, e que tudo isso é natural, quando se tem 20 e poucos anos. Essa é a idade que o sofrimento é maior que o mundo – já dizia minha mãe. Dedico esse texto a Ela, minha mãe, mulher forte que tanto admiro. Dedico ao casamento dos Iadocido Sobreiro e Família Lapate, que quero tanto me espelhar. Amo amar desse jeito, e admito ter conseguido um pouco de humildade para assumir tudo isso. Não fiz sozinha, fiz com vocês – amigas, colegas e mulheres. Opiniões implícitas sobre a monogamia devem ser mantidas. Sou a favor sim, por mais fora de moda que pareça... Então, dedico o texto aos não evoluídos monogâmicos e apaixonados.
Escrito por Mariana Perin às 20h45
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Egocentrismo
Hoje, me deu vontade de chorar. De gritar e espernear também. Hoje, me deu vontade de beijar. Beijar cada pedaço do seu corpo. Hoje, me deu vontade de beijar a sua boca como da primeira vez, anos atrás, mas ainda tão presente. Hoje, me deu vontade de brigar pelos mesmos motivos de sempre, apenas pelo tesão de te ver nervoso. Hoje, me deu vontade e gozar. Hoje me deu vontade comer você, sentir você. Hoje, me deu vontade de agarrar você com as minhas pernas, braços, mãos e corpo. Agarrar você com minha mente, meus pensamentos, minhas idéias. Amarrar você com um lenço ou apenas com amor. Me deu vontade de rir, por querer chorar. Me deu vontade de gritar para o mundo o quanto eu sou feliz. Quando você me ama eu choro, eu rio, eu grito. Eu gozo, eu tremo, eu sinto. Eu chupo, eu como, eu brinco. Eu levanto, eu desço, eu corro, eu ajoelho, eu abaixo, eu subo. Eu aperto, eu belisco, eu mordo.
Eu tudo
Em tudo
Em ti
Escrito por Mariana Perin às 22h40
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Estou doente, sem inspiração, mas ainda marco presença!
Olá... Hoje o post estará mal humorado, talvez. Estou muito doente mesmo, tomando antibiótico e faltei no trampo por isso. Nas mãos, um atestado de dois dias. No corpo, moletom velho e muito papel de tanto assoar o nariz. Nojento? Pode ser, essa é a descrição de como estou hoje. Juro que não queria tomar remédio.
Momento alta fidelidade: Top 5 das coisas que mais odeio:
Tomar remédio
Filme dublado (Tá... até que desenho animado passa).
Carne vermelha
Funk Carioca (Tipo Mc Serginho, essas coisas).
Odiar alguma coisa.
Tabom, vou parar com o melodrama e vou escrever o que me dá vontade. Aliás, hoje eu acordei Shakespeariana... Pensei em suas peças, e no teor político que cada uma tem. Hamlet é mais que um drama familiar, é político; Romeo e Julieta é mais que uma tragédia de amor, é um drama político. Lembram quando estudamos a guerra das duas rosas na Inglaterra? Então, pare e analise Romeo e Julieta – Montechios X Capuletos não cheiram história não? Não é a toa que ele é o melhor dramaturgo de todos os tempos. Sou apaixonada por suas obras – em especial as comédias. Os dramas são os mais famosos, mas fico pensando nas suas comédias, e o quão geniais elas são. Ahhhhhhh, pobres seres humanos – tão simples, mas tão animais...
*Dica: Ao ler uma comédia de Shakespeare, tente achar uma tradução do Millôr! Aliás, Moliére traduzido pelo Millôr também é bem melhor...
Preciso voltar a atuar, sem menor dúvida. Amo de verdade o palco e o ambiente teatral. Sábado, enquanto assistia “Intimidade Indecente”, pensava que teatro tem cheiro próprio. Eu sempre falo do cheiro do teatro, mas é porque ele tem cheiro, é verdade! Cheiro de vó não é um cheiro próprio? Cheiro de cachorro molhado é outro cheiro próprio! Teatro também é assim. Nossa, de teatro, política e mau humor, estamos falando de sentidos – conseqüentemente meu tcc - audiovisual!
Enquanto praticava Yôga, com minha querida instrutora Fernanda, estávamos fazendo os respiratórios, e ela começou a dizer algumas coisas muito interessantes sobre respirar – nosso ato mais vital! Realmente nossa vida depende disso. Algumas pessoas ficam sem beber água, ou comer absolutamente nada, mas ninguém fica sem respirar. É o nosso objetivo de vida! Que louco isso não? Meninas da RC produções: Vamos fazer exercícios respiratórios antes de gravarmos nosso TCC?
Nossa, como é ruim ficar doente. Eu não sinto o gosto das coisas nem o cheiro. Eu mal consigo beber água. Nossa, que péssimo isso. Fora que dá uma carência incomparável. Estou aqui, eu e minhas drogas lícitas, sem mãe, irmã, nem sei onde está a Lupita (meu animal felino de estimação). Meu namorado está no trabalho, e eu aqui, carente, precisando de colinho. Hauhauahauhauahauhauhauah. Nunca me imaginei assim!
Sou uma mocinha moderninha, independentizinha, porem preciso de carinho quando estou sensível e com os anticorpos sensíveis também. Queria uma sopa de beterraba agora! Ah! Como queria...
Hoje, a Camila, uma amiga querida, me cobrou uma certa presença, me afirmou estar com saudades de mim, e que eu a abandonei nesta vida... Mentira! Te amo Srta Camila Mantovani! Viu, post especial pra você, aliás, coisa que as mulheres amam fazer é homenagens para as amigas, e ficar: Oi linda, tudo bem sua gostosa! Eu estou com mania de chamar todas as minhas amigas de gostosas. Lógico! Nós somos mesmo!
Bom, pra quem fica...
Beijos e até mais.
Escrito por Mariana Perin às 18h40
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