Sado
Meus melhores textos são vomitados na tela do computador. Inspiração que surge do alem, me faz acordar e sentar aqui; expelindo cada palavra da minha mente, é como se fosse um orgasmo que me fizesse explodir de idéias. O nada. Agora eu pergunto, como um seriado pode me fazer levantar do sofá, onde a sonolência batia e escrever igual a uma louca?
“Sex and the city” é autobiografia feminina. É a psicologia inconstante do cérebro das mulheres. Sim, nós somos auto-sádicas. Como isso pode acontecer, não sei! Mas somos, e o que podemos fazer?
Reflita comigo: Sou uma mulher de 22 anos, trabalho, sonho em ter uma filha. Sou uma artista, sou uma atriz, sou uma aspirante a algo como dramaturga-escritora-jornalista autobiográfica e sou louca. Alem de ser tudo isso, sou apaixonada por um cara. Este mesmo é o amor da minha vida. Eu sou o amor da vida dele. Para quê procurar pêlo em ovo se a felicidade está diante do meu nariz?
Por esses e outros motivos digo que gostamos de sofrer. E somos viciadas em sofrimento como se isso nos desce forças para seguir. Como se ser triste fosse o último dos motivos de viver, ou como se só isso nos desce alguma “substância” que nos mantém vivas. Meninas, precisamos parar com esse vício! Chega! Sofrer é uma coisa, gostar de sofrer é outra.
A mulher com uma dor é muito menos elegante caro Leminski. Não temos a classe de um poeta sofredor. A linda Fernanda Porto perdeu o rebolado perto de Chico Buarque e se entregou como fã. Somos assim, a inconstância do mundo, o pólo negativo do equilíbrio. Assistir ao seriado é como me olhar no espelho, mas numa Nova Iorque e com alguns anos a mais, mas também é entender que a cada dor que sentimos amadurecemos. A vida não é um seriado, muito menos um filme, mas podemos roteirizar o nosso destino, tirando quem queremos das nossas vidas, menos quem realmente está pré-destinado por Deus ou uma força maior. Talvez tenha feito agora minhas algumas palavras ditas pelo Fubah, mas realmente deixamos fazer da nossa vida o que queremos.
Meu amigo e chefinho Lucas, certa vez me disse que temos total controle da nossa vida. Concordo parcialmente com isso, mas está além. É como se pudéssemos assistir tudo através de uma lente inédita... Somos os guias das nossas vidas não? Mas não prevemos trânsito e obstáculos. Somos quem queremos ser. Somos o que está na nossa cabeça, mas a realidade, não sabemos o que é! Na minha cabeça hoje sou somente Mariana Perin. Esqueçam Mariana da Motta Perin ou Mari, ou Perinha... sou apenas quem sou de verdade, numa noite fria, constipada, descabelada.
Escrito por Mariana Perin às 23h21
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Para não deixar o domingo em branco:
Hoje peguei o meu carro e fui fazer tcc na casa da Bruna. Fomos decidir a trilha sonora e escolher as poesias, entrou uma da Hilda Hilst no tato, e é claro que amei! Mas logo no caminho, escutando um cd que fiz pro Fubah no ano passado e estava no meu automóvel, me deu uma vontade de chorar – de alegria. Estou com muito orgulho do meu vídeo, aliás, do vídeo da RosaChoque produções.
“Estamos salvos
Estamos vivos”
A música, um jazz a la chill out maravilhoso, que me fez pensar e repensar nos meus últimos quatro anos acadêmicos. Fazer arte é lindo e compensa! Hoje, o post é para agradecer as pessoas que fizeram parte dessa conquista toda: As quatro mulheres que me acompanham nessa jornada – Bru, Tati, Nathy e Maysa; Fubah, pela força e inspiração; aos meus pais, a minha irmã, aos meus livros, minha linda avó, meu amigos, meus colegas, minha gata Lupita, Camila querida que ficou muitas vezes sem suas amigas; Ao Renato PC, que caiu do céu, e caimos do céu pra ele também; aos viajantes que nos deram coragem de iniciar essa jornada e aos inimigos sonhadores que rogaram pela nossa destruição.
Só sentir faz sentido meus leitores! Pequeno post, mas de verdade!
Escrito por Mariana Perin às 20h29
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