Cachorro Grande
Acabei de assistir os meninos da banda no Jô. Se eu não for no show dia 27/11, acho que eu tenho um surto! Em homenagem, a música que mais habita o rádio do meu carro nos últimos tempos:
Que loucura (Cachorro Grande)
Tenho pressa pra chegar, pressa de ir pra outro lugar
Em que possa me sentir, dentro de uma bolha que flutua por aí
Pare de me perguntar onde eu quero chegar
Sinto que só quero ir em cima de um tapete que flutua por aí
Isso é uma loucura Isso é uma loucura Isso é uma loucura
Minha razão de existir é ter você sempre aqui
Do meu lado e porque não ?
Vem comigo num domingo voar no meu balão
Isso é uma loucura Isso é uma loucura Isso é uma loucura
(Tá, eles não escreviam umas letras bonitinhas! Mas há uma evolução para tudo na vida! E sim, eu lembro do Fubah ao ouvir esta música.)
Escrito por Mariana Perin às 00h18
[ ]
|
Mostra Internacional de Cinema - Críticas de hoje.
Feminices – O Nome já diz, o filme já diz, o diretor já diz: “Vocês, mulheres, possuem certas feminices!” Lindo! O texto é incrível e o roteiro não é nada roteiro. Uma experimentação que só o gênio Domingos de Oliveira poderia ter feito. Uma brincadeira com uma câmera e conversas peculiares entre amigas, fêmeas de quarenta anos! Cada uma especial de sua maneira, assim como nós, mulheres, apesar de tão filhas da puta, com seu brilho pessoal.
E vem mais...
Nem saímos do cinema para já assistirmos “Mala Educacion”, um filme de Pedro Almodóvar. Já pesa só falando o nome do diretor, não é? Olha, eu sempre gostei muito dele, acho que o cinema de Almodóvar é ímpar, pois ele trata as feminilidade como um assunto delicado, “coisa” que somos, apesar dessa fúria que percorre nossas mentes nos últimos tempos.
Mas Má Educação tem um quê de autobiografia, quebra o título dado ao diretor anteriormente de cineasta das mulheres, misturada com paixão e assuntos pesados como pedofilia. O filme me pegou! Nossa, eu sei de tantas histórias, eu conheço tantas pessoas traumáticas por terem sofrido alguma forma de abuso – nem que seja mental na infância e adolescência! É aquele filme que termina e respiramos fundo. Ufa! Será que tinha que ser assim? Não sei.
Cena espetacular: Ele morre. Com seus peitos falsos e cabelos ensebados, aquele olhar e suspiro do último Junkie. Cai sobre a máquina de escrever, as letras cantam ali! Com certeza uma das cenas mais belas dirigidas por esse cineasta tão particular, tão universal.
O Renato PC saiu do cinema e disse: Gostei mais de Fale com Ela. E eu, no banco da frente, respondo delicadamente (bem jumenta mesmo!):
- “Cala a boca Renato! É outra linha, é outro filme, é incomparável”.
Depois, voltamos cada um para suas casas, o assunto do caminho era o mesmo: Arte! Fubah defendendo um filme do Michael Moor e eu outro, Renato contando suas histórias, Carine também dava seu parecer uma hora ou outra e Silvinha explicando o caminho para chegarmos ao seu lar.
Escrito por Mariana Perin às 21h23
[ ]
|
Além
Não fui na festa da Fun House. Não me importei também! Fiquei feliz, curtindo o amor da minha vida (muito mais útil). Só fiquei triste de não ter ido ver Autoramas, que sempre é “A banda”, mas tudo bem, fica pra uma próxima. Outras oportunidades virão! Muitas outras por sinal!
Vale ressaltar que meu fim de semana foi maravilhoso. O vídeo Só Sentir Faz Sentido sendo finalizado, e cada vez mais penso o que é certo, errado, artístico ou belo. A Maysa está lapidando nosso diamante.
Mas o que valeu a pena foi a Mostra Internacional de Cinema – Mate seus ídolos. Documentário completamente maravilhoso! É o pós-punk de Nova Iorque no final da década de 70, e depois, a geração 2004 de bandas da cidade. Um paralelo à arte junto ao que é de verdade fazer arte e ganhar dinheiro. Eu fiquei muito enojada com toda essa indústria em cima do que é rock and roll, ou a falta de liberdade para quem apenas quer fazer música. CRITICA: Yeah Yeah Yeahs é o Ludov Americano! É muito fácil fazer música quando se tem um berço de ouro!
Bom, esta semana, escutei tudo quanto é coisa boa. Penélope! Que saudades! Estou apaixonada por Vive la fete - banda sexy indie eletrônica muito boa. Dentro de uma bolha que flutua por aí... Isso é uma loucura! A evolução do Cachorro Grande.
Chega, post musical demais.
Vem aí: Crítica do Feminices – filme do meu cineasta, teatrólogo e dramaturgo favorito: Domingos de Oliveira. Também virá com a crítica do Má Educação, que estou doida para assistir (o lindo do Almodóvar vai sair desse julgamento de cineasta das mulheres elegantemente, num filme pesado e muito bem dirigido!).
Escrito por Mariana Perin às 23h00
[ ]
|