Já que estou só no Carnaval
Vingança? Não sei! Mas estou só no Carnaval. Eu e algumas amigas perdidas no paraíso, já que a labuta volta na terça-feira. De qualquer forma, Ele estará longe de mim até quarta-feira de cinzas, chuvas e trovoadas, me vingo com um poeminha.
Antigos amores sempre são incríveis. Não significam mais nada, mas se manteem presentes devido a uma história, sustentados por passados inexplicáveis.
Presente de Aniversário
Quando disse que te amava
Era uma verdade inexplicável.
Não te amo mais
Hoje finjo que te odeio
E sigo em frente
Desejo sua vida como
Presente de Aniversário
Comemorado com muito
Samba, suor e cerveja.
Dou-te o mundo como brinde
Feliz aniversário
Escrito por Mariana Perin às 10h01
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Dia de Beca, Chapéu e muita enrolação.
Hoje é o dia da minha formatura. Colação de grau, aquela chatice brega sabem? Mas me pediram para escrever e ler um texto para fazer uma homenagem a um amigo meu que faleceu em 2003 e também uma homenagem a outro professor que morreu de câncer. Achei interssante deixá-lo aqui para que vocês pudessem ler.
Os segundos de nossas vidas são as mais preciosas jóias. Lamento que um jovem não dê valor a isso. Quando atingimos a maturidade, até respiração se torna diferente, pois se valoriza cada gota de oxigênio que entra dentro do corpo e nos faz viver. Combustível simples, duas partículas que se juntam e conseguem fazer com que uma civilização viva.
Viver não é tarefa fácil quando se trata de um mundo contemporâneo. Trânsito, buzinas, barulho, trabalho, desemprego, dinheiro, violência, depressão, doença, sexo, amor, dor. Tempo. Tic tac, tic tac, tic tac... Nossos relógios insuportáveis batem cada vez mais – símbolo das mais preciosas jóias.
É insuportável ter de viver em função de um tempo. Imaginável ou inventado por alguém quem já mandou em nós. Astrônomos, astrólogos, poetas ou filósofos da antiguidade. Não sei quem inventou o tempo e tenho raiva de quem saiba. Prefiro regredir alguns anos a querer saber a origem desta “coisa” enigmática que nos faz sofrer.
Poxa, ter 20 e poucos anos não é fácil. Vocês sinceramente acham que é fácil estar aqui? Em cima de um palco para dizer para vocês como nossa vida é complicada e que depois de quatro anos de faculdade temos que dar a nossa cara para bater e expor uma dor que, por nós, estaria guardadinha dentro dos nossos corações. Nossa dor da dúvida, pois não sabermos o que será de nós em 1 minuto ou em 10 anos.
Será que é necessário falar sobre a brevidade do mundo e nos fazer chorar hoje? Porque falar sobre assuntos delicados só pode ter como objetivo nos fazer chorar? Porque num geral, homenagens nos fazem chorar e é para isso que aqui vos leio este texto que escrevi.
Esses anos serviram para muita coisa. Para mim, em particular, sinto saudades de um amigo. Antes de tudo, este amigo era um homem de teatro! Para quem não sabe do que estou a ler, Cristiano Bezerra, o Cris, foi brutalmente assassinado em 2003 quando presenciou um crime. Era nosso colega de classe. Meu amigo e parceiro de teatrices mundo afora! Um ator e diretor talentosíssimo que aqui aprimorava seus conhecimentos em prol do audiovisual. Morreu, se foi, com seus 20 e poucos anos. Tempo! Puff! Desapareceu.
A morte é o tabu dos dias de hoje e é nosso maior medo. Acho que nossos mestres e pais sabem disso, pois ninguém ousou espalhar a notícia sobre a morte de um grande professor que tivemos. Eu fui apaixonada pela vida do Botura, um professor incrível e com experiências incríveis. Fiquei sabendo que havia falecido algum tempo depois. Morreu de câncer. Mas eu não fui a única “desavisada”, digamos assim... Antes de escrever essas palavras a vocês, muitos alunos me disseram que souberam da morte deste mestre algum tempo depois. Não pudemos nem ao menos lamentar no dia.
O mínimo que podemos fazer é orar. Um minuto que seja. A Deus, a Jesus Cristo, a Buda, as Entidades, a Jah... Enfim, podemos rezar aos nossos Deuses para que cuidem bem dessas almas. Caso alguém queira se pronunciar em relação à morte de algum aluno, este é o momento. Caso contrário, fiquemos em silêncio para que a paz possa abençoar aqueles que um dia estiveram conosco.
Escrito por Mariana Perin às 13h03
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Foi bom enquanto durou...
Voltei hoje de Porto Alegre. Não sei avaliar se foi bom ou ruim, apenas digo que foi interessante. É a questão mítica da cidade, a vontade de viver o seu underground e algumas risadas. Este Fórum Social Mundial continua a mesma piada de sempre, os jovens com seus Chês, a favor de uma luta armada que é retrógrada, o movimento estudantil continua falido. Enfim, não vou falar muito sobre a Polis! (Apenas fiquei feliz em saber que os Jovens Verdes estão se manifestando e com sede de poder... mas isto fica para outrora...).
Foi ótimo ficar sem Internet! Ah! Dio Mio!
Vamos para as questões musicais. Bidê ou Balde como sempre, mora em meu coração. O show foi maravilhoso, assim como a empolgação de todos dançando. Segundo o namorildo: “Eles não querem mais Weezer, agora eles querem B52´s”. Não concordo, eles continuam muito power pop de primeira, e alem do mais, me apaixonei por uma música nova. Wonka (eba, fevereiro tem show em Sampa!) é um estouro. Não, não os vi, mas todos clamam pelo seu cd novo. Fomos nas lojas e está esgotado! Wander Wildner continua rei.
Surpresas: Muitas bandas novas. Acho que este é o cenário geral. Em Sampa temos a ebulição das bandinhas Emos e Indies – Em POA também. Com uma diferença gritante: Eles são absurdamente bons. Tem uma banda instrumental de rock que bota “a fuder” o mundo! Pata de Elefante se chama. Rock and Roll de primeira, com direito a groupies e tudo. (Aliás, vamos falar de moda: Todo o underground é igual! Com cintos de tachinha e bolsinhas de mão – cabelinhos na cara, sapatinho baixo – mas há uma diferença: As meninas de lá usam MUITA saia de bolinha... ainda bem que não me enquadro em tribo nenhuma – sou eu em qualquer lugar, sem ninguém igual).
A segunda que citarei é a Supertguidis. A banda é boa e básica: vocal, guitarra, baixo e bateria – as letras são interessantes. Mas devo dizer: Eles são gatíssimos. Imagine então a combinação: música boa + músicos interessantes = ótimo show.
Fui num show histórico do Arnaldo Baptista. Ele cantou quatro músicas dos mutantes a base de teclado e foi embora. Não se entendeu uma palavra do que ele disse, mas enfim, valeu a pena dizer que já fui num show de um mestre.
Volto outro dia com textos diferentes. Assistam “Perto demais”, que deveria se chamar “Estranho”. Identifiquei-me muito com todas as personagens e depois escrevo porquê!
OBS: Alê, tudo que eu conhecia de novo, eu pensava em te contar!!!! Você é gaúcho e não sabe!
Escrito por Mariana Perin às 16h22
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