Clareador Cerebral


O drama de Natasha

Dá ódio daquilo, daquilo mesmo que me irrita e que te irrita. Dá raiva ficar irritada com coisas tão mesquinhas, dá raiva odiar seu corte de cabelo, dá raiva quando ouço aquela música brega anos oitenta que você tanto adora. Dá raiva ver-te e não suportar minha vontade de te beijar, ao mesmo tempo quero esmurrá-lo só para que você não exista mais. Odeio ficar excitada só com o seu beijo no rosto e ter orgasmos quando você diz ao pé do meu ouvido que me quer. Odeio você e seu videogame babaca, quando deixa de fazer amor por um jogo estúpido que se chama vida (ou não). Odeio quando você vai embora e me deixa a Deus dará na minha enorme cama fria. E quando não desconfias de nada me dá raiva apenas por ser quem tu és. Tenho ódio de suas amantes, mesmo que não estejam nem aos meus pés e tenho ódio dos meus amantes insignificantes que me acalentam quando você não está. Também detesto o seu gosto de boa gente, que quando bebe mente e até consegue alguma mulher. Odeio ser a sua amada, e quando você vira as costas outrem vem. Odeio ser aquela que te faz sentir bem, mas me sinto mal pelo resto da semana quando me tens em seu braço por minutos. Odeio sua vida, sua faculdade, seus amigos, sua diversão. Odeio nossa música dançante quando toca no rádio e tenho que fingir que nada acontece. Odeio chorar sábado por te ver e domingo por ter te visto, odeio o gosto da sua boca no fim da noite. Odeio aquele drink que me lembra a ti. Detesto-me quando lembro que me doei por inteiro e você jogou na reciclagem, e reutiliza como uma camiseta usada por uma hora. Quero morrer por senti um frio na barriga quando ouço a sua voz, e quero morrer por sentir mais e mais coisas que fazem me odiar. Queria matar você para ter-te eternizado. Quero ser um eterno amante do ódio por ti, pois esse é o único alimento dos últimos tempos. Quando chega a noite e fico trêmula de frio, quero continuar ali até que essa doença me tome. Quero me alimentar do seu sangue por piedade de mim mesma, e me odeio mais um pouco por isso. Quero dançar a luz da lua para que alguém me ache louca e me leve para longe daqui. Queria que fosse meu menino, como fostes sempre em meus sonhos apaixonados de criança aos 21 anos. Queria que me amasse como naquela vez em que conseguimos fazer isso. Sonho quando trepamos pela primeira vez e não pensamos no amor. Fizemos sexo tão poucas vezes que dói. Queria que o mundo parasse de me enxergar como uma psicótica maluca e que você me visse como a mulher da sua vida. Natasha te ama.

 

Mariana Perin e Nathalia Hernandes



 Escrito por Clareador Cerebral às 18h31
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A campainha soou. A porta se abriu.

Deu de cara com aquele rapaz alto e moreno.

Há quanto tempo não se viam.

Ambos ficaram pálidos.

Ela sorriu. Ele também. Trocaram algumas palavras.

 

Como haviam mudado. Ele, um grande advogado. Ela, gerente de uma multinacional.

 

A campainha soou novamente. A porta se abriu.

Ela saiu do vagão e ficou olhando fixamente para os seus olhos.

 

Por um instante, pensou em retornar e dizer tudo aquilo que guardara a tantos anos e que ainda o amava.

 

A porta fechou e veículo saiu.

 

Ficou parada observando o espaço que restou diante de si. O vazio.

Virou-se e partiu sem mesmo saber quem era aquele homem.

 

Nathalia Hernandes



 Escrito por Clareador Cerebral às 21h40
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Eu não gosto de mulher porque mulher é muito complicada

Eu gosto de mulher porque somos delicadas

Eu não gosto de mulher porque disputamos uma uva até com a melhor amiga

Eu gosto de mulher, pois temos a capacidade de distinguir o certo do errado

Eu não gosto de mulher, pois através delas as fofocas mais absurdas acontecem

Eu gosto de mulher, pois o ser feminino é antes de qualquer coisa inteligente

Eu não gosto de mulher, pois mulher é maldosa

Eu gosto de mulher e de homem

Eu não gosto de mulher, sei lá o porque.

Mas gosto das mulheres que me rodeiam, e é isso que importa.

Como dizem as mesmas que me rodeiam: “O resto é tudo vaca!”

 

Mariana Perin



 Escrito por Clareador Cerebral às 12h14
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