Quer ser minha melhor amiga?
Não é sempre que eu me sinto com 15 anos de idade. Hoje eu me sinto com 15 anos. Com insegurança de 15 anos, com dor de barriga de 15 anos, com borboletas no estômago de 15 anos, com mãos geladas e suadas como quando tinha 15 anos. E mais ainda, agi hoje como se tivesse 15 anos. Mas quer saber? Foi fútil e delicioso.
Fiz mais um piercing, como se isso fosse novidade. Eu, até bem poucas horas atrás, tinha três brincos estranhos espalhados pelo corpo: Um no umbigo, um na cartilagem e um no mamilo. O primeiro piercing – podem rir – eu fiz com 15 anos. Trabalhei igual a uma louca e fui almoçar com as minhas amigas. Na volta, como num surto maluco, fomos visitar um estúdio de uns amigos que nos tatuam e adivinhem? Fizemos um piercing cada uma.
A Michelle, enquanto a Thelma perfurava sua língua, disse uma coisa que me fez postar tudo isso aqui: “Me sinto adolescente. Mas me sinto absurdamente bem, porque o que levarei da minha vida é isso. Um momento de amigas como esse”.
Acho que quando tinha 15 anos não andava em bando, comum entre adolescentes. Eu andava com poucos meninos e tinha uma ou duas amigas. Hoje em dia, nós somos um grupo enorme, tenho mil amigas em tudo quanto é lugar e acho que essa fase de 15 anos eu perdi. Mas me orgulho em viver agora, com 22 anos. Os 20 e poucos anos são os melhores, sem dúvidas. Minhas amigas, obrigada por tudo!
Escrito por Clareador Cerebral às 20h13
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Nunca fui santa
Digamos que isso seja um papo de bar. Não, dessa vez é um papo de shopping mesmo. Porque aqui no meu Grande ABC, o único local para se renovar um passaporte é no shopping. E lá estava eu, pós-jornada de trabalho e almoçando e tentando renovar meu passaporte. Coisas da vida.
Começando do zero, estava eu, uma amiga e minha irmã a filosofar em cima das esfirras, kibes e afins, quando nos deparamos no mesmo papo de sempre: Homens. Minha irmã “exemplar” solta a seguinte frase: Eu nunca disputaria homem nenhum com vocês duas! Hoje em dia sim, é verdade. Eu e minha amiga Priscila temos um gosto que, digamos, é sujo. Gostamos de tipos estranhos para dizer a verdade. Mas isso não importa, pois o tema é outro.
Adolescência é uma fase tão chata da nossa vida, pois sempre estamos incertos em relação a nossa verdade e a nossa segurança. Digo isso, pois, imagine nossas situações da época do ginásio e nossas situações de hoje. Nossos padrões amorosos e intriguinhas com a bonitinha da fileira do meio... Não era assim?
A frase usada era: “Eu gosto de Joãozinho”, e a conclusão que tirávamos era que ninguém podia gostar de Joãozinho, só nós mesmas! Hoje, a coisa é tão deslavada que nosso coração tem mil donos e mil complicações.
(Momento: Eu confesso!)
Fora quando na primeira viagem com a irmã mais velha você fica com o pretendente dela. Sim, tudo isso para contar: Eu fiquei com o paquerinha da minha irmã? Vaca? Pode ser... Ele era mais velho, o guia da turma, morava em Porto Seguro há anos e era gaúcho. Seu nome? Agora não lembro. E eu? Tinha 14 anos – mas lembro que era mais velho. Minha irmã estava toda encantada, mas ele olhava para mim. Quando minha irmã percebeu que não era correspondida, ficou mordidinha e falando mal dele de cabo a rabo – Algumas horas depois... Eu estava aos beijos com ele. Se foi certo ou errado eu não sei. Nunca mais o vi nem ouvi falar daquela peça rara. E minha irmã? Joga na minha cara isso até hoje, dando risada é claro.
A conclusão que tiro é que eu preferia ter 22 anos aos 15. Mas não seria a mesma coisa. E quando a minha futura e imaginada filha ficar com raiva da melhor amiga que roubou seu namorado, serei seu colo, ou a protegerei do telefonema de outra mãe alegando que minha filha roubou o namorado da sua filha. A deixarei chorar, pois afinal, tudo não passa de uma fase!
Mariana Perin
Escrito por Clareador Cerebral às 16h07
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