Estou menos complicada ultimamente e mais leve. Não sei de onde tirei essa leveza, mas todos os traumas e neuras que tenho estão amenizados e me tornei uma pessoa feliz. Certa vez, em uma entrevista à TV Cultura, perguntaram à Elis Regina o que ela daria como conselho à sua filha pequena (Maria Rita) e ela respondeu, com aquela risada gostosa: “Diria para ela ser leve, pois eu não sou leve”.
Segundo meu mestre, Alexandre Matte, as pessoas se permitem ser o que elas desejam. Por isso estou mais feliz porque quero isso e exijo isso. Internet não tem me ajudado. Causei problemas demais e isso é comigo. Deixei a internet de lado, entro no meu e-mail pessoal poucas vezes por semana e navego pouco em sites inúteis. Tirando meu fotolog – Ahhhh, egolog, pelo menos coloco fotos ali. Fotografo amigos, momentos ou coloco apenas desenhos. Basta.
Minha vida deu uma reviravolta desde o último post. Não sei se quero voltar para cá, antes meu lar virtual, onde despejava palavras e pensamentos insanos. A internet me faz mal e é uma péssima arma na minha mão. Mas na minha casa nova (oui, je n´habite pas chez mama) eu não a tenho e assim me sinto bem.
Só quero deixar um recado, mesmo não sendo a Elis Regina: Calma! Tudo acaba se encaixando e não é necessário desespero.
E se você pegar o bouquet... perceba que seus amigos estão casando e a vida passa como um foguete. Casamento é clichê, mas juro que deixei as flores na igreja no dia seguinte. Mandinga tem que ser das boas!
Esse poeminha aqui eu escrevi para o Pomada, meu amigão. Será que ele mexeu em algo para fazer sua música?
Pessoas vão e vem
E eu continuo aqui
Pensando no ontem ou no que está por vir,
Pessoas vão e vem
E eu continuo sorrindo
Amargo e falso sorriso
Sendo uma máscara perdida na noite fria
Palavras já não me bastam
Se a verdade não é dita
Cansado de receita prontaPelo menos a vida apronta