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Quero escrever, para te provar que posso. Para gritar tantas palavras que quero que você ouça. Mas para dizer tantas coisas, era melhor sussurrar. Ou pedir para você suspirar baixinho no meu ouvido e dizer que me ama. Ah, reclamei desta frase tão boa de se ouvir repetidamente e incansavelmente: Eu te amo. Porque eu te amo. Simples? Não é nada simples aqui dentro, porque preciso te provar que posso, mas que não sou. Preciso esfregar nos teus olhos o que faço, em troca de um gosto com beijo amargo de cabo de guarda chuva numa das nossas manhãs de sábado. Mas sua mão pesada e sua respiração doce nas minhas costas enquanto durmo me fazem imaginar tantas coisas. E posso sonhar contigo em tantos lugares. Comigo ali. Vamos? Mas temos que voltar para a realidade de tantas outras coisas. Quero te botar no meu colo menino, e dizer que vai ficar tudo bem, que eu te protejo. Meu soldado! Prometo que cuido de você, viu? Não vou gritar, prometo! Vou limpar o local. Não vou deixar inflamar, porque eu te amo e você não entende como minha cabeça funciona. Não consigo dizer, acho difícil demais. Mas tento... Falo olhando para você enquanto você dorme e resmunga sobre flechas, e eu não entendo sobre o que sonhas. Meu menino num mundo de fantasias. Sou sua amada. Venha me salvar desse escuro em que submeti meu mundo tão cheio de cores. Pegue na minha mão e passeie. Puxe-me. Dance comigo em meio de tantas luzes, de tantos palcos, de tantas praças, de tantas pistas. Beba mais uma taça, porque meu vinho é teu e se ouvirmos Vinícius no jantar, prometo ser de bom grado. Porque eu só te quero. Mas eu não sei dizer que te amo. Só sei escrever.
"Ela é minha menina,
Eu sou o menino dela,
Ela é o meu amor, eu sou amor todinho dela."
Mutantes, que conheço.
Escrito por Clareador Cerebral às 18h28
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Malhumorada
Mulher é uma coisa que me deixa realmente puto. Feliz também, mas na maioria das vezes, fico puto! Porque mulher não é aquela coisa normal. Mulher é estranha e mulher sangra uma vez por mês. Não consigo confiar em mulher. Um dia eu vou ter que confiar, mas eu ainda não consigo. Não consigo ainda por causa da vida moderna. Ai que ódio dessa vida moderna. Mais ódio ainda de se morar sozinho em São Paulo. Morar sozinho em São Paulo é sinônimo de abrir as portas da minha vida para a namoradinha. Porque convenhamos, namoradinha nova é folgada. Acha que a gente está apaixonado. Vá lá. A gente até finge isso, não precisamos dizer. Mas a namoradinha entra em casa e acha que a casa é dela. Ah, tô muito puto com a minha namoradinha. Ela foi dormir lá em casa. Tudo bem. Ela mudou meus três copos de lugar. Tudo bem também. Mas ela dorme feito uma pedra. Nada está bem! Não pude dormir na minha própria cama. Ela começou uma guerra comigo, parecia o Muhammad Ali, putz grila. Tentava colocar a menina de lado, era uma porrada. Tentava colocar ela no colo, nocaute na certa. E eu ainda odeio meu sofá. Nova namorada é realmente uma coisa que me deixa puto. Ela acorda de bom humor, pergunta porque eu dormi no sofá e pede uma carona até o trabalho. “Estagiária de merda, quero dormir até as 12:00. Sou investigador, funcionário público, esqueceu?”, penso eu! Mas não. Eu levanto, dou toddynho (e daí que eu tenho Toddynho em casa?), dou beijinho, desejo bom trabalho e digo que amo. Juro para mim mesmo que não vou chamá-la para ir para casa hoje. Mas mensagem instantânea através da internet é uma coisa que me deixa puto. Bastou ela mandar duas fotos de calcinha que marquei com ela as 20:32h em casa. Mas se ela ocupar a cama inteira novamente, eu vou ficar muito puto!
[O investigador, por mim mesma. Como o romance tá um horror, tô postando coisas que eu achei "legíveis". risos]
Escrito por Clareador Cerebral às 10h25
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Melhor acender uma vela...
Prometi deixar o cabelo crescer.
Prometi ir a manicura toda semana.
Prometi fazer depilação pelo menos uma vez por mês.
Prometi não ficar com a sobrancelha cabeluda, também prometi pentear o cabelo.
Prometi passar minhas roupas.
Prometi arrumar a cama.
Prometi dormir cedo.
Prometi parar de beber.
Prometi parar de comer carne novamente.
Prometi não tomar coca-cola light.
Prometi estudar mais.
Prometi decorar meu texto.
Prometi lavar o carro.
Prometi comer direito.
Prometi que vou ter um filho.
Prometi que te amo. Prometi tantas coisas... Prometeu acorrentada!
Escrito por Clareador Cerebral às 14h47
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Capítulo acerca do amor
Ela estava linda. Deitada, parada, olhando. Olhos azuis que doíam só de ver. Devia estar sentada, mas caiu e deitou. Não sei porque, ainda não descobri. Mas a calcinha de algodão denunciava a idade. 18. Talvez 19. Peito pequeno. Barriguinha. Pintinha nas costas, um pouco de pintas nos pés. Unhas das mãos roídas e pé pintado de vermelho. Cabelo ensebado. No quarto, alguns discos e livros espalhados. Um caderno de criança; rabiscos com poesia estavam embaixo da cama. Jazia meu amor, o único, a beleza fúnebre que paira até hoje nos meus pensamentos. Aqui dentro não tem mais ninguém humano. Hoje em dia, os cadáveres são tão pequenos perto dela...
(Parte de "O investigador", por mim)
Escrito por Clareador Cerebral às 13h30
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