A hora de dizer adeus
Acho que cito muito Sex And The City.
Natural, pois durante anos, principalmente em fases solteiras, me inspirava e me espelhava na personagem Carrie. Já escrevi isso por aqui e novamente digo: A Carrie é sim uma verdadeira diva: Não é tão bonita, é inteligentíssima, culta, ama sapatos e o melhor, tem problema em escolher os homens. Para quem nunca assistiu Sex and The City, vou me esforçar para não fazer uma sinopse da série e explica-la, mas trata-se de quatro amigas, uma completamente diferente da outra, solteiras, bem sucedidas, vivendo em Nova Iorque. Quando comecei a assistir, não enxergava tantas semelhanças, pois morava com a minha mãe. Mas quando mudei para o meu apartamento e fiquei sozinha entre quatro pequenas paredes e um computador, aí sim começou a identificação.
A protagonista, Carrie, escreve uma coluna no jornal da cidade chamada “Sexo e a Cidade”. De uma forma ou de outra, antes eu achava que o Clareador era a minha coluna. Pode ter sido um encantamento infantil, devido ao número de leitores que só cresciam, e em relação aos e-mails que recebia (e ainda recebo). Acreditava ser a última bolacha do pacote nos blogs da cidade.
Tanto que amadureci a idéia e pensei em montar uma coluna mesmo. Penso nisso quase todos os dias e, quem sabe, essa idéia consiga sair do papel o quanto antes. Mas hoje, sei que sou só um biscoitinho água e sal dentro de uma leva de tão talentosos novos escritores.
Voltando ao “Sexo e a Cidade”.
Eu também tenho o meu Mr. Big. Mister Big é o grande amor da vida da Carrie, mas quem não conhece a série, precisa acompanhá-la para entender.
Acho que minha redundância está me atrapalhando. (risos)
Vou pular para o que deveria ser o começo desta postagem.
Ontem, de surpresa, assisti ao último capitulo de Sex and The City ao lado Dele. Eu, que aguardei tanto por esse momento, não assisti às duas últimas temporadas e fui pega de surpresa, de repente, pela TV a cabo. E sabe qual é o pior de tudo? Eu chorei em um episódio extremamente ruim.
Tecnicamente falando, o episódio perdeu algumas características básicas da série, como a narrativa da Carrie, simbolizando a vivência de seus textos. Já tinha lido sobre isso e não me surpreendi. Mas de qualquer forma, ao ver o Mr. Big dizendo à minha heroína que ela, perdedora, feia, inteligente e com uma bolsa caríssima foi a “escolhida”, fiquei estarrecida. É o fim de um ciclo. É o fim de uma era, em que sentir-se solteira era algo bom. Assim como essas algumas fêmeas que vivem o sexo e a cidade – sexo não é o ato físico e sim o fato de envolver-se e viver com pessoas em uma grande cidade, eu também me senti livre e emocionada. Eu também, durante muito tempo, fui considerada vanguarda entre muitas amigas, bem resolvida para outras pessoas, completamente maluca para muitos analistas. Mas ontem, deixei com que uma fase se fosse, como as lágrimas que escorriam de uma forma absurda no meu rosto.
E hoje de manhã, peguei meu carro, comprei um mochaccino de máquina em um posto de gasolina rumo ao trabalho e pensei: Realmente mudei; Estou fazendo algo que gosto.
Sorri ao ler uma frase em um caminhão: “Aqui vive um solteiro”. Pensei em colar algo no meu carro como: “Aqui jaz uma solteira, há tempos”. Não quero mais falar disso. Pois bem... Estou feliz.
Escrito por Clareador Cerebral às 13h19
[ ]
|
Acerca da Futilidade
A futilidade, meus caros, não é tão ruim assim.
Vestidinhos, camisetinhas...
Ganho presentes e inflamo de alegria.
Pode parecer que não, mas sapatos podem salvar uma mulher.
Ou mesmo um bombom ao meio dia.
Ah, minha futilidade
Assim a teria, se planos não tivesse, e com tanta sabedoria
De casa, roupa lavada e prestações
Tantos sonhos senão fúteis?
Uma vida útil a jogar bola sempre à meia noite.
Dormir com os anjos é sonho de quem se trabalha
Nessa realidade sofrida
Que nós, mulheres, não sabemos administrar
Com dores em partes do corpo
Sem entender ao certo como funciona este organismo tão incorreto
Cheio de hormônios, dúvidas e medo.
Mas escrever, meus caros
Me parece fútil nesta vida que levo.
[Escrever uma poeminha com ritmo de prosa me é difícil.
Tentei para não ser tão chato quanto poesia
Perdão aos amantes dessa arte, mas acho poesia um porre. Preciso parar de escrevê-la]
Escrito por Clareador Cerebral às 11h12
[ ]
|