Eu não tenho saudade do que fui. Acho que já sinto saudade do que posso me tornar. É um misto de mulher, com medo do que está por vir, mas a pitada de menina me torna frágil e vulnerável. Não agüento mais ser forte. Fui criada para liderar um batalhão, mas perco tantas guerras e estou me perdendo dentro de mim. Não consigo me relacionar, ainda estou presa em amores e não me permito viver novas historias. A mulher moderna trepa mas não ama - Eu não faço nenhuma das duas coisas. Uma mulher ultrapassa a noção de certo e errado e sempre mergulha em baixarias intermináveis consigo. Eu nunca pensei que crescer doesse tanto. Luto contra a solidão, mas hoje, com meus vinte e poucos anos, sozinha no meu apartamento, vejo no escuro da noite uma luz. Ainda tenho tanto pela frente, mas olhar para trás simplesmente me é e não quero mais. Isso não é vida, mas ainda acredito em você. Ainda acredito em nós dois.
Escrito por Clareador Cerebral às 14h32
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